Batida

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Estou batendo nas portas no fundo de uma casa

Ao que parece o dono foi embora há muito tempo

Ervas daninha cresceram ao redor da varanda

Um dia houve rosas também, mas desse tempo só restaram os espinhos.

A porta é feita de madeira, é linda e velha

Continuo batendo e meus dedos estão ficando esfolados

É minha última chance, não consigo parar de bater

Sofrer em espera, em agonia, em melodia.

A música vem de dentro da porta e repete vezes sem fim

Não tem fim, não tem fim, não tem fim

Preciso entrar e desligar

Não há janelas, o som sai sufocado,

De um jeito estranho é bonito e assustador.

A música, a batida, o ruído que a casa faz

É meu lar, sou eu dentro de mim

Conhecendo-me, sem enxergar

Eu grito, não quero pensar

Continuo batendo e batendo.

Dentro de mim, um ruído baixo, sussurrando respostas

Chegando aos poucos, estou desesperada

 Mal consigo escutar.

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5 comentários sobre “Batida

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