É preciso coragem para ir…

 

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Sentia-se sufocada pela vida, não havia quem culpar a não ser ela mesma, não sabia como a frustração disso podia doer tanto. Abrir fissuras que alastram cicatrizes mal iluminadas pelo corpo, chegando ao que tinha de melhor, promissor e criativo: a imaginação/ o escape. Já não era a mesma nem mesmo neste sentido, o que a salva dia-a-dia são os mundos distintos e os amigos que nutre dos livros. De alguma forma cósmica aqueles seres irreais cuidavam e entendiam, a garota que só precisava viver deles e esperar que finalmente, um dia, soubesse o que fazer.

Ela queria ir. Mas é preciso coragem e mais. É preciso pulso firme na tomada de decisão, é preciso abandonar a prateleira de livros, o aconchego do lar, ter um bocado de grana guardada e ousadia na manga das camisetas, é preciso deixar bem guardado o medo, o medo que abocanha a vontade de ir.

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Jogar-se ao mar, deixar que as ondas carreguem para o fundo tudo o que ela não consegue arrancar com as mãos. E acredite, até para entregar o peso de sua alma no mar é preciso coragem, pois tem medo de que sua angustia maltrate um presente de Deus tão divino e que tudo seja entregue de volta, com pitadas da tristeza de pessoas que ela nem ousa conhecer.

Tão abaixo parece fácil e mortal ver como as pessoas estão transformando seu lado sombrio em tornado e a bondade é como poeira que varremos fora do alcance dos pés. Há bondade ainda, ela grita enquanto olha para si mesma, então percebe que está tão cansada, “só o pó”. Palavras brotam, descascadas, sem esperança, tomando-a aos poucos nas sombras, espreita seu coração tão bom, tão pulsante e vermelho, tão cheio daquele estranho amor. Se ela conseguisse abraçaria o mundo até que todos estivessem felizes, com bom emprego, sem vícios, uma cama quentinha e sua sopa preferida no inverno.

Disseram que este mundo ainda destruiria seus sonhos, mas seus sonhos são feitos deste mundo e suas belezas. São feitos da copa das árvores e da corrente que quebra nas rochas da praia, feitos do café quentinho da manhã e das conversas banais, de risadas gratuitas e do calor de um abraço, os sonhos dela são feitos do que Deus e o homem criaram em perfeito acordo e sintonia. Os sonhos são feitos de saudade, também.

A garota que sente-se tão pequena, que não pode mais ficar e não tem para onde ir, foge de suas tristezas mesquinhas e sem sentido. Luta por uma chance de partir e fazer melhorar, teme que não melhore e acabe sem nunca ter chegado onde acha que seus sonhos e sua coragem estão.

É preciso coragem para ir.

É preciso coragem para ficar.

É preciso coragem para vencer a si mesma e as armadilhas do mundo.

É preciso ir… há qualquer lugar.

Resenha: O Diário Secreto de Lizzie Bennet

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Uma adaptação moderna de Orgulho e Preconceito, baseada na série The Lizzie Bennet Diaries.

Lizzie Bennet é uma jovem estudante de comunicação que resolve fazer um vlog como projeto para a faculdade, postando vídeos em que reflete sobre sua vida e a de suas irmãs. Quando dois amigos ricos e charmosos chegam à cidade, as coisas começam a ficar mais interessantes para as irmãs Bennet – e para os seguidores de Lizzie na internet. De repente, Lizzie – que sempre se considerou uma garota bastante normal – se torna uma figura pública. Mas nem tudo acontece diante das câmeras. E, felizmente para nós, ela escreve um diário secreto…

Olá leitores,

Primeiro veio o indiscutível  clássico: Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Um dos títulos mais amados do passado, presente e futuro, assim eu sonho. Esta  obra deu vazão a conhecida minissérie estrelada por Jennifer Ehle e Colin Firth em 1995 e foi um sucesso, não somente pelo romance, mas com o retrato ricamente explorado da sociedade Inglesa no século XIX.

O Diário de Bridget Jones é uma versão literária cômica baseada no romance escrito por Austen, que em 2001 ganhou sua versão cinematográfica que é garantia de diversão, no elenco principal está Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant.

Uma versão igualmente famosa do clássico e possível vício de muitos, ganhou um filme fiel a obra (se comparado ao tempo de duração entre filme e minissérie) em fevereiro de 2005. Estrelada por Keira Knightley, Matthew Macfadyen ❤ e uma lista de pessoas lindas e talentosas.

 

 

Sem mais delongas, vamos a resenha:

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Redes afora

Na barra lateral do blog, vocês sempre conferem o que acontece nas principais redes sociais que usamos aqui, sendo assim vou reforçar os locais em que vocês podem gostar de seguir, de acordo com o uso e gosto de cada um. Confira

  • Instagram > aqui já sou local hahahahaha.. amo postar fotos de paisagens, livros, animais e afins. Estou sempre conferindo os IG’s e pesquisando novas fotos. É um hábito constante. Então, não tenham medo de marcar o IG: @somaisum_livro nas fotos, comentar porque eu sempre respondo. Não costumo participar de promoções, mas sempre curto.


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Resenha:Trono de Vidro- Coroa da Meia Noite (Vol.2)

@somaisum_livro
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Atenção aos spoilers para quem não leu Trono de Vidro -Vol.1 << Clicando no título você será direcionado ao blog onde li a resenha e me instigou a vontade de procurar e graças, também, a Heila da Livraria Cultura da Paulista que quase surtou quando comentei que iria ler.

Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar.

Olá leitores,

Agora, como esperado, nossa heroína-vilã Celaena Sardothien é a assassina do Rei.

Diferente do primeiro livro, há muito mais ação, sangue, segredos e magia. A protagonista está mais forte e determinada, já recuperada da prisão das Minas de Sal de Endovier e de uma das muitas traições das quais ela esta sempre enfrentando. Porém, ainda teme o Rei e o evita para que… aaaah isso é surpresa e das grandes! Então, é fácil imaginar como seria um duelo entre os dois e espero que aconteça ansiosamente, pois ainda tem muitos becos, caminhos, batalhas e sentimentos conflituosos por onde esses personagens percorrerem.

Sarah J. Maas foca a narração do ponto de vista de Celaena, confesso que senti falta de uma menção mais fervorosa de Arobynn Hamel, espero que no terceiro ou quarto livro os dois se reencontrem para um acerto de contas. No entanto, há passagens curtas, mas satisfatórias dos pensamentos e ações do príncipe Dorian Havilliard (mais envolvente e desafiador que no primeiro livro, muito mais digno da realeza), Chaol Westfall (corajoso, mas romântico e descuidado para um Capitão da guarda), um especial e curto da princesa Nehemia (dispensa apresentações,  além de guerreira e sábia) e até uma curta prévia do ponto de vista do Rei (não que revele algo surpreendente, mas só a presença mais apurada dele já da um arrepio e sensação de mais, por tudo de ruim que representa). O senso de justiça de Celaena está mais apurado; o conhecido desinteresse pelas vítimas (Veja aqui  a resenha do livro da Lâmina da Assassina) começa a mudar tanto pelo que viveu no passado, quanto com sua condição atual como “Campeã do Rei”. Leia mais »

Resenha: Caixa de Pássaros – Josh Malerman

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Romance de estreia de Josh Malerman, “Caixa de Pássaros” é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

Olá Leitores,

Uma frase para vida quando pós aventurar-se neste livro: Não abra os olhos.

Posso descrever o suspense de Josh Malerman como: Tenso e Sufocante. Imagine (fiz o teste), com olhos vendados em lugares pouco conhecidos você caminhar e conhecer o território, para dizer o mínimo, é desconfortável. Agora pense esta mesma situação sob a ameaça iminente e sem rosto da morte, esperando a vulnerabilidade de sua visão para atacar ou consumir você até restar algo escondido no fundo do seu ser, algo primitivo.

Caixa de Pássaros tem uma nova premissa do horror, foca no desconhecido e não entender nos aterroriza profundamente. Abre espaço para teorias, temor e uma leve (leve?) claustrofobia. Não vou revelar muito, pois ao longo dessas conjecturas que criei entendi que a morte pode vir de seres desconhecidos e sem rosto, mas pode vir e cabe perfeitamente na proposta do Josh quanto a humanidade:

O homem é a criatura que ele teme.

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Resenha: A Lâmina da Assassina – Sarah J. Maas

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Conheça o caminho da assassina. Pavimentado com sangue, lágrimas e suor. Implacável, sedutora, letal. Poucos conhecem seu rosto, menos ainda sobrevivem à sua fúria. Não à toa Celaena Sardothian é sinônimo de morte. Suas lâminas são certeiras, assim como seu estranho código de honra e seu aguçado senso de justiça. Mas como uma menina, encontrada agonizando pelo rei dos Assassinos de Adarlan, se tornaria a campeã do rei? Disputada pelo capitão da guarda real e o próprio príncipe herdeiro? No centro de intrigas políticas? Acompanhe Celaena vencer um lorde pirata e toda sua tripulação; o encontro como uma curandeira; seu treinamento com o Mestre Mudo, senhor dos assassinos silenciosos, nas dunas do deserto Vermelho; a prisão nas Minas de Sal de Endovier; ou, ainda, sua luta contra o mais escorregadio e traiçoeiro dos adversários — o próprio coração.

Olá leitores,

Vocês podem optar por ler A Lâmina da Assassina em qualquer momento entre os primeiros livros de Trono de Vidro, é uma história sobre o passado, sobre os moldes de uma campeã para chegar ao ápice do seu destino, é um presente para conhecer melhor a assassina e justiceira. Ao todo somam-se 406 páginas que você devora como se, ao invés de um livro, fosse um combo de lanche, batata frita e milk-shake de chocolate. É uma leitura voraz e satisfatória.

Celaena não se esforça para ser amada, mas falta pouco para exigir lírios e pétalas de rosas quando passa, é rápida, mortal e impulsiva nos momentos errados, é uma heroína (vilã?) movida pela fúria tanto do seu passado quanto em sua luta por reconhecimento. Nesta série de contos, muito bem escritos, nos deparamos com uma garota que é colocada a prova o tempo todo e, embora eu queira soca-la até a inconsciência em alguns momentos, também torço para que tudo dê certo, que ela viva mais vitórias que infortúnios, o que infelizmente, não é comum acontecer. Somos apresentados há um mundo com sutis toques de magia e crenças; pessoas com índole altamente questionável, cruéis e mesmo assim existe espaço para boas ações e para um amor irrepreensível (<3) e até mesmo burro.

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Estou arriscada a dizer que Arobynn Hamel (o detestável), o Mestre Mudo (O Sábio), Ansel (a amiga guerreira), Sam Cortland (um “deuso” quase perfeito) são um prelúdio excepcional que nos joga nas Minas de Sal de Endovier, onde encontramos uma Celaena destruída no primeiro volume de Trono de Vidro.

A Lâmina da Assassina é uma aventura viciante que me fez acordar as 5:15h da madrugada para descobrir o que acontece com a vida de dois personagens fortes e habilidosos, mas que estão a mercê de suas escolhas e profissões.

Motivos para:

  • amar Celaena Sardothian > é uma garota de 17/18 anos forte, corajosa, habilidosa, feminina, com humor negro ímpar, esperta e com um coração que não é amolecido facilmente, porém não é de pedra.
  • odiar Celaena Sardothian > às vezes é fácil, devido ao seu egoísmo e impulsividade. Isso a torna muitas vezes volúvel e cega para tramas tecidas debaixo do seu nariz empinado.
  • ler o que Sarah J. Maas escreve > é um vício incontrolável, não sei como vou suportar esperar os outros livros. Escreve maravilhosamente e sabe cativar com seu enredo e personagens bem construídos.

A Lâmina da Assassina – histórias de Trono de Vidro foi escrito por Sarah J. Maas e publicado no Brasil pela editora Galera Record.

Há momentos que devem ser lembrados com um sorriso no rosto

esconderijode-cartas.tumblr.com

Olá leitores,

Aqui na coluna “Enviar ao desconhecido”, vamos conhecer um pouco das histórias que Amanda viveu em busca do príncipe encantado. Amanda, vá de encontro a sua felicidade, não importa quais as dificuldades e deslizes, não feche a porta.

“Sempre fui o tipo de garota que acreditava no amor, quando menor era apaixonada por meu melhor amigo, e foi algo horrível. Sabe quando os garotos descobrem que podem ficar com varias gurias que elas os querem? Então, foi exatamente nessa época que me apaixonei por ele, às vezes dava para dar uns beijinhos, trocar uns carinhos, mas era só isso, nunca passou disso, tomei minha primeira dor amorosa. 

Mesmo assim continuei acreditando que um dia ia ser feliz e poderia casar ter filhos lindos e ser uma pessoa feliz. Quando deixei de ver esse meu amigo como um “alguém namorável”, havia um menino lindo que naquela época me dava bola, e eu não acreditava que um menino como ele poderia gostar de mim , pois é , aconteceu , só que como nada na vida é fácil , ele era o menino que levou o coração da minha melhor amiga de colégio , e não , não ficamos e eu não podia deixar minha amiga mal( sempre pensei demais nas pessoas , e nunca me importei tanto comigo) até que, bom,  quando resolvi dar uma chance  ( minha amiga tinha arrumando um namoradinho e havia esquecido ele), ele mudou de cidade , e nunca mais no vimos. Mentira, hoje em dia ele é meu vizinho e nem nos falamos mais! 

Depois de duas supostas paixões, eu não queria mais saber de menino, não sei por qual motivo, o meu sonho de amor, filhos, casamento, já não estava tão presente no meu coração.

 No primeiro ano da escola, conheci um rebelde, ele já estava há quatro anos na mesma serie, isso me encantou. O jeito rebelde dele, o sorriso, brincos, cabelo… Pra falar a verdade tudo, mas era tão diferente de mim, que não deu certo continuei sozinha.

            Por um ano e meio, me bastei de tudo estava feliz comigo mesma. Ainda acreditava em um amor de livros, parecia tão perfeito, uma vida de plástico, sabe? Cheia de falsas pessoas, falsos sorrisos, falsos amigos. Já que tudo era falso resolvi fazer um fake (foi a melhor e a pior coisa que fiz na minha vida), lá encontrei paixões , amigos de verdade que na ocasião eram tudo que eu mais queria, me senti amada, senti que alguém me queria bem, estava rodeada de pessoas legais e boas, e que pra mim eram TUDO, sim isso era tudo e bastava! Leia mais »